Sem CND e com débitos? Uma decisão errada pode excluir sua empresa do Simples Nacional
- MLucia Montenegro
- 4 de jan.
- 3 min de leitura
Empresários que atuam no Simples Nacional frequentemente enfrentam a mesma dúvida em momentos de aperto financeiro:
“Tenho débitos na Receita Federal e na PGFN, não consigo emitir CND e a entrada é alta. Posso ser excluído do Simples?”
A resposta objetiva é sim, o risco de exclusão existe.Mas a exclusão não acontece por acaso. Ela é consequência direta de decisões tributárias mal estruturadas.
Neste artigo, você vai entender onde está o erro mais comum, qual é a lógica correta de regularização e como evitar a saída do Simples Nacional.
A Certidão Negativa de Débitos (CND) comprova que a empresa está regular perante o Fisco.Sem CND — ou ao menos uma CPEN (Certidão Positiva com Efeitos de Negativa) — a empresa:
perde acesso a benefícios fiscais;
encontra dificuldades para contratar;
fica exposta ao processo de exclusão do Simples Nacional.
Manter a regularidade fiscal não é burocracia.É condição de permanência no regime.
O erro mais comum: tratar todos os débitos tributários como se fossem iguais
Um dos maiores equívocos cometidos pelos empresários é não diferenciar os tipos de débitos.
Débitos na Receita Federal e na Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN) seguem regras completamente diferentes — e isso muda toda a estratégia.
Débitos na Receita Federal: onde o risco começa
Débitos ainda vinculados à Receita Federal possuem características rígidas:
não admitem descontos;
não oferecem parcelamentos longos;
a regra é pagamento à vista ou parcelamento padrão.
Na prática, isso significa:
parcelas altas;
pouco fôlego de caixa;
dificuldade real de regularização.
Quando a empresa não consegue cumprir esses parcelamentos, a inadimplência se renova — e o risco de exclusão do Simples aumenta.
Débitos na PGFN: onde existe espaço para estratégia
O cenário muda quando os débitos estão na Procuradoria da Fazenda Nacional.
Na PGFN, é possível acessar:
descontos sobre juros e multas;
parcelamentos mais longos;
transações tributárias ajustadas à capacidade de pagamento da empresa.
É nesse ambiente que a dívida deixa de ser apenas um problema e passa a ser negociável de forma inteligente.
Por que parcelar tudo de qualquer jeito é uma decisão perigosa
Muitos empresários, pressionados pela urgência, acabam optando por:
parcelar todos os débitos indiscriminadamente;
assumir parcelas incompatíveis com o fluxo de caixa;
resolver o “mês atual” sem olhar o cenário completo.
Essa postura costuma gerar:
novos atrasos;
perda da regularidade fiscal;
exclusão do Simples Nacional como consequência natural.
A exclusão não é o problema inicial.Ela é o resultado final de uma estratégia errada.
A estratégia correta para evitar a exclusão do Simples Nacional
Na maioria dos casos, a estratégia não começa com parcelamento.
Ela começa com um diagnóstico técnico:
🔎 É possível migrar os débitos da Receita Federal para a PGFN?
Quando essa migração é viável:
o volume negociável aumenta;
as condições melhoram;
o parcelamento passa a caber no caixa real da empresa.
Somente após esse mapeamento faz sentido:
consolidar os débitos;
estruturar uma negociação sustentável;
buscar a regularização fiscal de forma consistente.
Regularizar não é apagar incêndio: é proteger o negócio
Enquanto a situação tributária não é organizada com método,o risco de exclusão do Simples permanece real.
A diferença entre:
continuar no Simplesou
ser excluído do regime
está na estratégia que você constrói agora, pensando no futuro do negócio — e não apenas em sobreviver ao mês seguinte.
Conclusão
Empresas não saem do Simples apenas por terem débitos.Elas saem porque decidem errado sob pressão.
Regularização tributária exige:
leitura correta do cenário;
estratégia jurídica;
decisões compatíveis com a realidade financeira da empresa.
PENSE NO SEU NEGÓCIO, ANTES QUE O FISCO PENSE POR VOCÊ.
Eu sou a Dra. Maria Lúcia Montenegro, e te ajudo a definir a estratégia fiscal mais acertada para a sua empresa.







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